reblog   source:t-r0ncat  allover-you   notes:224   posted:1 month ago  

Eu me resolvo sozinha porque ninguém pode me abraçar por vinte e quatro horas e me manter intacta. Eu me apoio em mim mesma porque não há quem vá pegar-me as mãos e me salvar da queda. Não há quem vá contabilizar as lágrimas que eu já derramei neste travesseiro. Por isso eu fico bem (não tão bem) sem você ou qualquer outra pessoa. E a falta? Deixa queimar. Deixa, porque eu sei que enquanto eu ando por aí cambaleando, tu dá os teus sorrisos à outras pessoas, então deixa. Deixa a lágrima secar, porque antes dela já rolaram outras mil, então qual é a diferença? Deixa acabar pra ver se renasce e se torna algo certo e bonito, deixa. Eu sigo por aí com essa esperança desacreditada que é maior do que eu e você. Eu já me habituei. Eu te carrego nos meus ombros, aos trancos, sem reclamar. Eu te amo. Eu te renego. Eu me entrego pra ti nos meus versos e me pego de volta porque o que existe entre nós é efêmero, amor. E o que mais me dói é a eternidade que você não quis me dar. Me fizestes temporária pra eu morrer nas suas mãos, antes de marcar-te a alma.

- Lilian Alves.  (via partedopercurso)

Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam, de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e, sim, para disfarçá-la, sufocá-la. Ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

- (Martha Medeiros)

A gente morre. E quer saber o que a gente leva da vida, quando morre? Porra nenhuma. A gente só deixa. Acha que, no final, vai levar tuas cicatrizes? Sejam emocionais ou físicas. Não, né? Então pra que tanto medo de viver?

- Tati Bernardi (via menos-am0r)
reblog   notes:14   posted:3 months ago  
reblog   source:rabiscosemfotos  rabiscosemfotos   notes:10   posted:4 months ago  

Eu não espero que você seja o-grande-amor-da-minha-vida, parei de acreditar nisso na quinta série quando a moça que trabalhava na biblioteca do meu colégio me disse que estava se separando do marido dela. Meus pais estão juntos até hoje, mas a gente sabe bem como vão as coisas ali. A moça da biblioteca chorou. Não quero que você me faça chorar. Não quero que você seja um motivo ruim na minha vida. Você é motivo de sorrisos, razão pra eu acordar num dia de chuva e tomar banho e mudar de roupa porque eu sei que você vai passar aqui, e podemos fazer algo congelado pra gente ver ser aquecido no forno e comer enquanto falamos bobagens. Não quero te odiar. Não quero falar mal de você pros outros. Pras minhas amigas. Quero falar mal de você como quem gosta. “Pois é, Bárbara, ele nunca lembra de desligar o celular antes de dormir e sempre alguém liga de manhã.” Sabe, eu quero dizer isso. Que o máximo de irritação que você me provoca é me acordar de manhã cedo falando bobagens que parecem ser importantes no ouvido. Porque eu realmente não ligo pro seu azedume diario.

É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse falando sozinho com mensagens sem nexo no cel. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você não passasse a comer de boca aberta. Que você entendesse o meu problema de quando pareço longe é porque eu me sinto só. Entendesse meu problema de choro por dentro pra sempre. Que você gostasse e cuidasse de mim como disse aquela noite. Que realmente arrancasse um pedaço como disse na outra pra levar contigo, nem que fosse pra guardar embaixo da cama… eu só queria estar contigo. Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga não estraga não estraga. Posso pôr um post-it na sua carteira? Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que você acabe com minha esperança semana que vem pra sempre. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece on no msn ou facebook. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia pra sempre, se quiser. Mas gostando e não magoada. É só o que eu peço. Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com todos os outros. É, só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria (quero!) que desse certo. Eu tinha visto na sua solidão, uma excelente amiga para a minha solidão. Eu achei que elas pudessem sofrer juntas, enquanto a gente se divertia!

- Por favor, diferente -Tati Bernardi. (via por-outro-lado)

Eis que começo a voltar.
Não de uma galáxia distante. De outro planeta.
Sequer de uma cidade, ou um parque.
De mim. Volto.

Eu me esqueci no armário.

Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!

Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.

Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado.

- Mário Quintana (via indubio)

O novo me dá medo, mas a rotina me mata. Nunca terei paz.

- Caio Augusto Leite  (via dissolver-se)

info

"Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro."